Saudades de gente parva.
Se as saudades me batem com força?
Batem.
E as melhores memórias vêm ao de cima.
Os melhores momentos chegam com mais força.
Espaços de tempo preenchidos ao acaso
Preenchidos, por acaso,
Por ti.
Fazes-me falta.
Por muito que não devesse,
Por muito que esteja errado. E está. E muito.
Atravessas-me a mente quando menos espero.
E ficas a vaguear por ali.
Imagens que não apago.
Fotografias que não tiradas,
Me ficaram na memória com uma clareza indescritível.
Porque embora as devesse apagar,
A verdade é que nem quero.
Ando a tentar quebrar um ciclo que não começaste,
Mas perduraste
E tornas-te mais sólido.
Vagueio por outros lugares,
Rodeio-me de outras pessoas,
E encontro-me inevitavelmente na mesma situação.
Três vezes depois de ti
Me deixei levar pelo erro
Mesmo sabendo no que me estava a meter.
Ao menos podes ficar com a certeza
Que nada é comparável
A não ser a situação em si.
E o ódio por o não conseguir evitar.
E a tristeza de não seres tu.
Há dias em que te quero aqui.
No mesmo quarto.
Na mesma cama.
E está tudo errado.
Até o facto de to dizer está errado.
Devia apagar-te por completo da minha vida
Mas a verdade é que não quero.
Se calhar conseguia.
Mas não quero.
Estúpido.
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