Quantas vezes mais
Quantas vezes sofro em silêncio
Com saudades de quem já não está.
As lágrimas caem pela cara
Há murmúrios que escondo
Palavras que não digo
Abraços que evito…
Quantas, quantas vezes…
E quantas vezes mais?
Quanta dor há ainda para sofrer?
Quanto amor há ainda para sentir?
Quanta lágrima há ainda para correr
Por esta face e este coração?
Deveria ser regra de se morrer apenas velhinho.
É tão mais fácil falar,
É tão mais fácil lembrar.
A saudade é tremenda na mesma,
O amor não deixa de ser verdadeiro,
A vontade de abraçar ainda existe,
Mas é simplesmente tão mais fácil.
E a dor? Essa vai e vem.
E apanha de rompante
Vem rápida e galopante
Sem aviso e sem destino.
Às vezes fica,
Outras vezes vai e vem.
Vai e vem.
Mas volta sempre.
E mói como da primeira vez.
Dói.
Eternamente.
Porque o amor é mesmo assim.
Quando existe, existe.
E se existe, existe para sempre.
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